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domingo, 1 de junho de 2014

O comportamento do consumidor inserido em um grupo social


Colocamos o consumidor em um meio social para discutirmos
sua interação nos grupos e os resultados disso nos comportamentos de consumo.
Parte da Sociologia e da Psicologia Social tem procurado explicar o consumo
a partir do objeto de análise "grupo" e não "pessoa", como faz a Psicologia. O
princípio básico dessa abordagem é que as regras determinam os papéis sociais
e podem ser fortes o suficiente para determinar também os tipos de produtos e serviço serem consumidos.
Um ponto importante deste capítulo é o conceito de identidade grupal, que
explica as necessidades de consumo das pessoas conforme os papéis que devem
ser mantidos no grupo. O profissional que desejar utilizar o modelo social deverá
entender as regras dos grupos de que seus consumidores participam, as quais
determinam seu comportamento.
O campo de pesquisas nessa área é muito amplo, incluindo grupos especiais,
como a família, e alguns papéis sociais em mudança, como os papéis de adolescente
e de criança.



Conceitos de Grupo
O surgimento do que chamamos sociedade está ligado ao nascimento de
regras: como se reproduzir, se alimentar, se defender e atacar (em relação a outros
grupos), como se sentir menos só. Esse conjunto de regras que molda as relações entre
as pessoas, visando ao seu bem-estar e à sua segurança, é o que chamamos de sociedade.
As escolhas das regras a seguir determinam as ações de consumo. Retornando
à questão básica sobre por que vivemos em grupos, encontramos uma confluência de
teorias que afirmam ter sido esse o modo que o ser humano criou para sua sobrevivência
e segurança.

Formação de Grupos

Ao afirmarmos que um grupo existe quando é regulado por um conjunto de regras
(um grupo de 22 pessoas obedece às regras do futebol para que o espetáculo
aconteça), surge a questão de como ele se inicia. Esse conhecimento auxiliaria os profissionais a criarem prognósticos sobre as tendências do conjunto de regras e sua influência no consumo .


A identidade grupal e a relação com o consumo


Há um consenso nas teorias de Psicologia e Sociologia de que cada pessoa busca
criar uma imagem de si mesmo, respondendo à questão "Quem sou eu". Essa
imagem é construída a partir das experiências da pessoa nos níveis de relações: com
seu corpo, conhecendo seus limites e capacidades; com suas idéias, conhecendo
suas emoções e conceitos; com os objetos, conhecendo sensorialmente o mundo, e
com as pessoas, seguindo e criando regras de convivência. Neste nível, ao participar
de vários grupos com diferentes regras, as quais cruzam as habilidades da pessoa
com o papel assumido, cada um vai criando uma imagem mental sobre quem é socialmente
e o que pode realizar em um grupo.


Sugestão de algumas linhas de ação dos profissionais


O que chamamos de cultura e de sociedade está sendo definido como um conjunto
de regras, que ditam quem pertence ao grupo; quem se diferencia ou não;
quem é melhor que o outro, entre outras divisões. Como o ser humano precisa de
relacionamento e segurança, submete-se a essas regras. Elas podem incluir o que
fazer e o que ter - aqui entramos no reino do consumo. Para pertencer a um grupo
de elite da diretoria de uma empresa, é possível que alguém aceite seguir regras
como jogar tênis de manhã, estudar alemão e comprar um carro importado. Já são
três atividades de consumo. Para pertencer a um grupo de jovens de seu bairro (pois
ser aceito é muito importante), alguém pode aceitar seguir regras quanto ao que
vestir, que lugares freqüentar e que músicas ouvir.





Referências Bibliográficas


FROMM, E. Psicanálise da sociedade contemporânea. 9. ed. Tradução de L. A. Bahia. Rio de
Janeiro: Zahar, 1979.
------· O medo à liberdade. 12. ed. Tradução de Octávio Alves Velho. Rio de Janeiro:
Zahar, 1980.
GUNTER, B.; FURNHAM, A. As crianças como consumidoras. Tradução de Aurora Narciso.
Lisboa: Instituto Piaget, 1998

HEIDEGGER, M. Todos nós ... ninguém. Tradução e comentário de Dulce Mara Critelli. São
Paulo: Moraes, 1981.

MASLOW, A. Motivation and personality. Nova York: Harper and Row, 1954.
NAISBITT, J. Megatrends 2000. 5. ed. São Paulo: Amana Key, 1990.


ROGERS, C. A pessoa como centro. São Paulo: EPU, 1977.

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